Espacialidade, Conectividade, Originalidade e Sustentabilidade


Esse é o tema da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo - ECOS Urbanos. Com datas definidas, a BIA acontece entre os dias 31 de outubro e 6 de dezembro de 2009, (óbvia) e tradicionalmente realizada no Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, São Paulo.

A edição número 8 da mostra tem como proposta as grandes transformações dos centros urbanos metropolitanos que sediam eventos de porte internacional, (Brasil na copa do mundo de 2014!) sendo e, c, o e s os quatro eixos que norteiam o conceito de tais mudanças, nas palavras do Arquiteto Bruno Roberto Padovano, curador geral.

"Esses megaeventos possibilitam que os governos, em suas três esferas e com parceria da iniciativa privada, processos de qualificação urbana, tanto nos aspectos ambientais quanto sociais, econômicos, culturais e espaciais." , palavras do curador.

A presidente IAB-SP, Rosana Ferrari, garante que o evento tem de se democratizar e afirma que a imprensa será convidada a discutir um assunto que não é pertinente apenas a arquitetos, mas sim a todos. Desta vez, a organização da Bienal quer provar que o evento pode ser democrático.

Os trabalhos serão divididos entre as categorias obra/projeto, como de costume, mas desta vez com uma diferença: ao invés de arquitetos nacionais/internacionais, serão classificados como em solo brasileiro/em solo internacional, tornando possível a inscrição do arquiteto em ambas
categorias. Workshops e palestras estarão presentes no evento, como de costume.

Maiores informações no site http://www.iabsp.org.br/

D-Edge Teaser, por Muti Randolph

"Com inauguração prevista para novembro, o clube que, depois de anunciar o tamanho de sua ampliação – quatro andares, incluindo lounge e nova pista-, revela agora detalhes do projeto, resultado da parceria entre Renato Ratier e o designer Muti Randolph.“Teremos uma janela única que será uma das paredes novas da pista. E, por meio de espelhos com LED embutidos, o público terá a sensação de uma repetição infinita de luzes. Tanto na pista, quanto fora da casa.”, diz Muti. Aberto em 2003, o D-Edge é referência de design. Foi eleito pela Wallpaper como um dos cinco clubes mais sofisticados do mundo, além de ter sido capa da revista Frame. Na Architecture Now, o clube figurou como pioneiro na utilização da luz como definidora do espaço. “Esse é um experimento de dois anos, pensado minuciosamente, assim como todo o novo clube. Todos os detalhes terão tecnologia e design como parâmetro”, completa Renato Ratier.
A primeira série de três imagens segue como exemplo da possibilidade de variação de cores da fachada; na segunda série, uma imagem-conceito em 3D reproduz a nova fachada do D-Edge. Já na terceira série, fotos de escultura projetada pelo Muti, dá uma ideia do efeito: resultado de experimentos de reflexos infinitos realizados há algum tempo pelo designer."

Colei de http://www.d-edge.com.br/
As fotos são do primeiro projeto do club, e foram tiradas de http://www.muti.cx/. Ainda não encontrei nenhum 3d do próximo!

Já estive lá. Nessas horas minha velha idéia a respeito de sensações toma conta do negócio - o que mais eles querem com música, cores, luzes e sombras? Provocar no usuário sensações que o farão lembrar onde esteve. Conceito de espaço misturado com uma leve jogada de marketing (intencional ou não) que deu muito certo! O local onde hoje funciona o D-Edge, na Barra Funda, São Paulo, já foi suporte para outro club chamado Stereo, projeto da Donini Arquitetos. E o designer carioca Muti Randolph, responsável pelo próximo projeto e também pelo atual, costuma trabalhar muito com iluminação, cenografia e animações. Digamos que ele seja a Zaha Hadid do design brasileiro.. é conceito! Tem muitos projetos temporários, como cenografia de passarelas, de peças de teatro e de shows, além de lojas, flyers, logos e quase tudo em que o design pode se aplicar. Ele projetou também o D-Edge de Campo Grande, que me remete um pouco aos espaços do Karim Rashid, designer da Melissa.




- Cenário da SPFW, no Ed. Bienal de São Paulo, Muti Randolph



















- D-Edge São Paulo

























luz
























cores

























cores, sombras


























texturas, luzes, cores
























sensações!

Tenham uma excelente semana!

Peace Bridge, por Meu Arquiteto Preferido

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Ponte nova do Calatrava fresquinha! Tenho que confessar minha admiração por esse homem.. engenheiro, arquiteto e artista plástico, ele tem obras fantásticas por todo o mundo, incluindo a Puente de la Mujer em Buenos Aires, o Tenerife Opera House na Espanha, e é claro, o fantástico, sensacional, inexplicável Turning Torso na Suécia, entre outras obras de mesma importância e beleza.



A Peace Bridge foi uma grande surpresa para nós, arquitetos e admiradores do trabalho de Calatrava. Acho que estão faltando alguns cabos de aço.. alguns balanços ou mastros. E essa cor vermelha não remete exatamente à identidade do trabalho dele.. mas vamos lá! A ponte tem 130 metros de comprimento, apoiados apenas de um lado e do outro das margens do Bow River, em Calgary, no Canadá - ao menos uma característica em comum com suas outras obras.

Feita para pedestres e ciclistas, a Peace Bridge possui plataformas diferenciadas para os dois tipos de usuários. A escolha da estrutura justifica-se pelo fato de o leito do rio não poder receber elementos verticais ou plataformas flutuantes. Mais de 5000 pessoas vão circular diariamente sobre a ponte, que tem previsão para estar pronta em 2010. Será?





















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JS Bach Chamber Music Hall, por Zaha Hadid Architects

Quem me conhece sabe que não sou fã, mas que arquiteto não gosta de um projeto conceitual? O escritório de Zaha Hadid tem agora um espaço no Manchester Art Gallery para receber as músicas de Johann Sebastian Bach! Segundo ela, a estrutura metálica foi projetada em redemoinho, de forma a favorecer a harmonia dos concertos de Bach. As imagens mostram a estrutura, a membrana de tecido/malha de aço que a envolve, e os estudos de direcionamento do som.



















"O projeto reforça a multiplicidade do trabalho de Bach através de uma integração coerente entre lógicas formal e estrutural. Uma única faixa contínua de tecido gira em torno de seu próprio eixo, criando camadas no espaço para direcionar os artistas e o público a um espaço íntimo e fluido."































Ela diz que "O processo projetual do design envolveu considerações com a escala, estrutura e acústica para desenvolver um diálogo formal dinâmico, inseparável de sua finalidade: trazer um espaço íntimo para o usuário." A separação dos espaços e as funções corretas foram adquiridas a partir do giro da fita, que ao longo do percurso, varia seu tamanho entre o de um corrimão e o de um pé direito. As conexões visuais e de circulação têm seus efeitos gerados pelas barreiras visuais descontinuadas da fita de tecido.No intuito de refletir e dispersar o som, painéis acústicos de acrílico estão suspensos acima do palco, invisíveis sob as diferentes regiões de tensão da membrana.
Pra quem quer ter uma noção do espaço, o jsb music hall ocupa 17 x 25 metros.








































Esse post foi uma dica do Dudu Crosara, e as informações e fotos são do designboom.com
Deliciem-se! Bom fim de semana.

Para ver a banda passar

O arquiteturaemmassa é um blog de arquitetura, não tem nada a ver com música (ou talvez tenha, porque quem posta aqui gosta tanto de música quanto de arquitetura), mas esse é o título do texto que me arrepiou dos pés à cabeça enquanto lia. Do arquiteto Isay Weinfeld para a Folha de São Paulo, no dia 24 de março de 2009. A única palavra que trocaria é a "videotape" pelas palavras "videotape, creep, high and dry, fake plastic trees, go to sleep, idioteque, i will, house of cards, there there, 2+2=5 etc etc etc"... Esses caras são geniais.

"Hoje, quando o tintureiro chegar e perguntar "Tem roupa para lavar?", vou disfarçar e dizer "Tem não, senhor..."Da última vez que dei minhas roupas para lavar após assistir a um show do Radiohead, vi no dia seguinte o tintureiro voltar com uma certa melancolia estampada na face... A música deles impregna até na roupa. Não desgruda. Logo após o show, é impossível sequer ligar o rádio do automóvel. Conversar com alguém, nem pensar... Dependendo de quem esteja com você então, é uma ótima desculpa.Na manhã seguinte você ainda acorda enlevado, perguntando: o que é aquilo que passou ontem por mim com tanta força? Mas erra feio quem reduz estes sentimentos somente à melancolia. Este é só um dos inúmeros calafrios que se sente ao ouví-los ao vivo.E, a cada música, a viagem te conduz a lugares distintos. Você fatalmente irá se apaixonar palo trabalho deles, se os lugares em que a música deles te levar forem os lugares que você eventualmente gostaria de estar, de conhecer... Se não, não vai gostar.A música é mágica, enigmática, lancinante, ousada. O grupo se apresenta exatamente como eles são fora do palco. Sem afetação, modismos, superficialidades. Não fazem gênero.Vão lá, dão o seu recado e, infelizmente, vão embora. E são generosos. Mais de duas horas disso tudo, com uma mistura na medida certa entre som, luz e imagem. Uma completando a outra. Luz e imagem a serviço da música. Nada está lá à toa, para chamar a atenção. Tudo na medida certa, elegante. Um show impecável, inesquecível.Difícil destacar alguma música (apesar de minha paixão por "Videotape"). Nem as mais antigas parecem deslocadas no contexto geral do show. Thom Yorke, gênio encantado, cantor excelente e absurdamente carismático, te conduz com segurança e uma pontinha de satisfação a uma outra dimensão. Depois, fica muito difícil voltar... Nosso mundo aqui é bem mais chatinho.Só fico um pouco incomodado quando leio que Radiohead é uma banda de rock. Ser só uma banda de rock certamente não é pouca coisa, mas eles vão muito além. Muito além...Evidentemente que estas são sensações muito particulares. Mexe com um, não mexe com outro. Só estou querendo dizer que este grupo de cinco rapazes, amigos de colégio, se juntou e misturou letra, música, técnica, performance, luz e imagem de uma maneira que me inquieta, me transtorna.É arte. Pura, essencial. Um soco no estômago. Ed, Colin, Jonny, Phil e Thom, quero acreditar, conspiraram com a intenção de me fazer levitar com sua música. E eu, daqui de cima, vejo uma galera saindo do show tarde da noite... tranquila. Feliz."

The Architect's House


Fallingwater House - Fallingwater seasons remix. Óleo sobre tela, 274 x 274 cm. De Eamon O'Kane, artista plástico irlandês. Da coleção "The architect's house".
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"Emocionante escultura utilitária"

Eu sempre insisto no fato de que a ponte JK não é tudo o que parece. E eu tenho meus argumentos. Segundo Alexandre Chan, arquiteto e urbanista responsável pelo projeto da ponte, seus três arcos remetem à uma pedra batendo em um espelho d'água. Cada arco tem 240m de vão (isso é mesmo muita coisa) e o conjunto quer provocar emoção máxima no observador, apesar da baixa altitude do tabuleiro - lugar onde passam os carros e alguns poucos pedestres. Foi inaugurada no dia 15 de dezembro de 2002 e recebeu prêmios de grande importância como "ponte mais bela do mundo" e "melhor obra em aço do ano", além de uma medalha ao arquiteto e outra ao idealizador, o então governador Joaquim Roriz. O monumento metálico veio para renovar o título de cidade moderna - lembrem-se que moderna difere-se de modernista - mas foi muito criticada pelos profissionais da área por ser tão grande e importante e estar tão longe dos outros monumentos de mesmo porte, na Esplanada dos Ministérios.


Mas a minha crítica não é sobre isso. Resolvi voltar a esse assunto, já tão discutido, porque estudantes e inclusive arquitetos brasilienses - que passam pela ponte ao menos 2x por dia - não sabem, ou não querem acreditar, que os arcos da belíssima, magnífica e (in)igualável ponte JK não têm função estrutural alguma. Para que eles segurassem alguma coisa, seria necessário que estivessem prontos antes do tabuleiro, o que, embasbaquem-se: não ocorreu. Se a ordem da construção é inversa, de que servem os tão fascinantes arcos? A parte mais pesada sustenta-se por si só, então não era preciso gastar tantos mihões...


Explicando a expressão (in)igualável que usei acima, conto um segredo: nossa escultura utilitária é idêntica à passarela de Nagoya no Japão e a coincidência é TAMANHA, que as 2 tem exatamente 180 graus de diferença longitudinal.


Tenham um bom dia e uma boa semana.

Nagoya














Brasília













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