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Kamakura House - Foster & Partners



"a natureza, por si só, é mais bonita, se comparada a algo feito pelo homem"

Desenhada para um colecionador de arte budista, a casa foi concebida como um retiro moderno, com influências distintamente japonesas.
Uma série de paredes estruturais organiza o interior dos três blocos, articulados por paredes perpendiculares, que abrigam as funções de serviço.
As paredes principais são revestidas com pedra reconstruída, enquanto blocos de vidro, feitos de televisões recicladas, difundem a luz. A superfície do piso é revestida com azulejos chineses antigos e a piscina coberta com pedras vulcânicas.

A circulação é organizada por uma sequência de vistas, que vão de breus a quartos completamente iluminados, revelando o entorno e a extensiva coleção de antiguidades e arte moderna do cliente.






Taichung Metropolitan Opera




Esse ousado projeto de Toio Ito para a cidade de Taichung, centro cultural de Taiwan que abriga cerca de 1 milhão de habitantes, está previsto para ser concluído no ano de 2013 (segundo autoridades locais) com um orçamento de aproximadamente 5 milhões de dólares.



Há anos existe a previsão de iniciarem as obras do futuro símbolo da cidade, mas foi difícil encontrar equipes de engenharia dispostas a aceitar o desafio de construir uma estrutura formada por diversas paredes curvas (exatamente 58 unidades) conectadas.



Tal processo construtivo será realizado com uma técnica frequentemente utilizada na execução de túneis, que conta com superfícies freeform de estrutura em aço que será jateada com concreto. Nos vazios serão construídas estruturas temporárias de aço que melhor se adaptam a superfície concluída. Podem ser jateados 150mm de concreto de uma só vez e em seguida uma camada superficial de 25mm é adicionada sem agregados graúdos para dar um aspecto mais liso ao acabamento. A espessura da estrutura varia em torno de 200mm no último andar e 300mm no térreo.

É importante citar que houve preocupação com o aspecto sustentável do edifício, que além de ser construído com materiais sustentáveis, foi elaborado de forma a economizar energia (com melhor aproveitamento de luz natural e ventilação), sem contar que possui um sistema de reaproveitamento de águas pluviais e esgoto que serão tratados e reutilizados em irrigação e descargas de banheiro, respectivamente.


A casa de ópera possui um total de 36.410m2, distribuídos em 3 teatros (o principal com 4.450m2, o playhouse com 1.770m2 e a caixa preta com 520m2), com seus camarins (são 2.630m2 no total), administrativo (1.850m2), praça das artes (6.000m2), locais destinados para workshops (3,100m2) e outros espaços (16.090m2).



Toio Ito já fazia parte da minha lista, mas me ganhou com esse projeto inovador o qual vale a pena acompanhar de perto e, se possível, visitar a obra acabada para usufruir de suas instalações.

Ecobairro de verdade


Antiga zona portuária insalubre, no século XVIII Hammarby Sjötad ficou conhecido como “Pérola do Sul”, pois se tornou um destino popular de excursões dos habitantes da ilha de Södermalm, também no sul de Estocolmo.A área foi parcialmente destruída quando se iniciaram as obras da rodovia de Hammarby, e o solo oceânico do local foi preenchido com solo escavado, pedras e lixo como parte da área portuária planejada.Os planos, no entanto, não vingaram e as terras ficaram disponíveis para construções de galpões de estocagem e uso industrial, mas nenhuma empresa ou indústria conseguiu se estabelecer na área: ao invés disso, uma grande favela industrial começou a crescer, desordenadamente, sem cuidados com o meio ambiente. Constantes ameaças de demolição indicavam que a situação da área, que consistia, em sua grande parte de galpões metálicos, era de natureza provisória. A situação durou até 1998, quando quase tudo foi demolido para dar início ao eco-bairro Hammarby Sjöstad. Na época, a Suécia participava da competição para sediar os jogos olímpicos de 2004. Aceleraram-se os projetos e o planejamento: as Olimpíadas serviram como catalisadores das obras. Inicialmente, o objetivo era reduzir pela metade o impacto ambiental do futuro bairro em relação aos edifícios de Estocolmo, que foram construídos em 1990. Aspectos tais como ruídos, poluição, tráfego e resíduos foram estudados, resultando na demolição e restauração dos edifícios industriais, tal como a fábrica Diesel, que foi reformada e virou centro cultural e esportivo. A favela deixou numerosos danos no solo, e para assegurar que os futuros habitantes e trabalhadores do Hammarby não sofressem as consequências , a “City of Stockholm Environment & Health Administration ‘’ está monitorando a descontaminação do solo durante toda a construção do bairro, que está com o fim previsto para 2016, cuidando para evitar danos à saúde pública, assim como ao meio ambiente. Nas escavações, foram encontrados 130 toneladas de óleos e graxas e 180 toneladas de metais pesados. Ao fim do projeto, Hammarby Sjöstad terá 11.000 apartamentos para cerca de 28.000 pessoas e vai proporcionar trabalho local para 10.000 pessoas. Atualmente, já foram construídos 8.500 apartamentos, em edifícios que têm no máximo 5 andares e dão simultaneamente para a rua e para o parque, qualificando os espaços existentes. Trata-se de um trabalho de planejamento inédito, fruto da cooperação entre arquitetos, engenheiros e urbanistas. O transporte coletivo é o principal meio. De 25min em 25min, um barco faz a viagem de ligação entre o bairro e a ilha de Södermalm. Assim, 79% das pessoas vão trabalhar a pé, de bicicleta ou utilizando-se do transporte público. Isso permitiu reduzir a utilização do carro em mais de 40%. Tais números não seriam alcançados se a rede de transportes – em especial o elétrico – tivesse sido construída mais tarde, forçando a população a adquirir meios de transporte individuais, tais como carros. Hammarby Sjöstad responde a um programa ambiental com os seguintes objetivos:
- descontaminação e utilização dos solos já construídos
- materiais de construção sustentáveis
- ênfase no transporte coletivo
- limitação do ruído a 45 dB (por meio do sistema construtivo) e
- otimização dos serviços energéticos, de água e de resíduos.
É a primeira vez no mundo que se consegue reduzir o impacto ambiental em cerca de 50% numa superfície tão grande. Os objetivos fixados tiveram em conta as normas de 1990, de forma que hoje em dia seria possível fazer melhor. O projeto será duplicado brevemente em outros bairros de Estocolmo, tão degradados quanto o antigo Hammarby. O custo está à altura dos objetivos e a cidade está disposta a investir milhões de euros no projeto, a fim de enfatizar a sustentabilidade e virar exemplo para cidades de todo o mundo.



Eu quero morar em Hammarby Sjöstad!

Museu do Amanhã, por Santiago Calatrava

Finalmente encontrei a oportunidade que queria pra falar dele. Embora eu seja suspeita, por ser a fã número 1. A pedido do governo do Rio de Janeiro, o arquiteto catalão Santiago Calatrava será responsável pelo projeto do Museu do Amanhã, que pretende abrigar a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, da ONU, que por sua vez, será realizada como um balanço do evento ECO-92, realizado no Rio há 18 anos. Para tanto, o presidênte da câmara do Rio garante que o projeto será completamente a favor da arquitetura sustentável. Ainda não há estudos, não há fotos, não há croquis.. mas prometo continuar pesquisando e manter todo mundo informado! A proposta é que o museu fique localizado no Pier Mauá, zona portuária no centro da cidade que, além de uma obra de arte, vai ganhar uma revitalização para as olimpíadas de 2016. Recomendo fortemente que entrem no site desse cara, pra quem ainda não conhece. Arquiteto, engenheiro e artista plástico, ele funde as três vertentes em obras inimagináveis. Tenho certeza que ele será muito bem vindo no nosso país :)

Minha garrafa, minha vida

O programa surgiu através da ONG EcoTec, localizada em Honduras. Aos poucos foi se propagando e hoje já existem diversas edificações com vedações em garrafas PET e também de vidro, como garrafas de cerveja e vinho. As fotos a seguir são de uma casa em Warnes, na Bolívia. "A organização comandada pelo alemão Andreas Froese além de construir obras de moradia e infra-estrutura, faz um trabalho de capacitação nas comunidades onde atua." Ao que parece, a estrutura é autônoma convencional de concreto e as instalações passam pelo reboco. Esquadrias comumente aplicadas, assim como os revestimentos. Uma iniciativa bacana, que deveria ser utilizada com mais frequência. E viva os 3R: reduzir, reutilizar e reciclar! Dica da Lucília Rodrigues, e demais informações via youpode. Será que esquenta? Hehe
Boa semana a todos!















































Expo 2010 - Better city, Better life

Sediada em Shanghai, China, o 7° fórum de exposição mundial internacional apresentará mais de 55 projetos (quase duas vezes mais que o esperado) que exibirão melhorias nas práticas urbanísticas. Entre eles está a "Eco-House", localizada no sudeste de Xinzhuang, que mostrará o conceito de eficiência energética.

Com uma estrutura de 200 pavilhões, a construção deve terminar em março, sendo que 37 são alugados, 42 já estão construídos e 20 são "auto-construídos". Segundo o primeiro ministro chinês Wen Jiabao, o fato de a exposição ser sediada na china é dar uma chance para o páis e para o mundo, já que se encontra atualmente como um dos investidores pioneiros em construção e tecnologia.

A Expo 2010 atraiu a participação de 217 países e cerca de 40 dos pioneiros em urbanismo sustentável do mundo. Já foram vendidos mais de 8 milhões de ingressos (para 3 ou 7 dias) e 440 mil voluntários se apresentaram em diversas áreas.

Não fique triste se não puder participar, por que uma outra novidade lançada pela China é o Expo Shanghai Online, onde os visitantes podem interagir com os organizadores e participantes do evento, mesmo se não puderem pessoalmente. A versão em inglês do site entrou no ar dia 1° de janeiro.


Um outro link interessante mostra ao internauta uma vista de 360° do sítio em Shanghai.

Para mais informações, visite http://en.expo2010.cn/ , onde encontrará detalhes sobre o layout da exposição, dos pavilhões e imagens dos projetos.

Fórum EcoTech

O maior evento relacionado a Sustentabilidade da Construção já realizado no Brasil.

http://www.forumecotech.com.br/

Alguns dizem que é tendência, outros dizem que é modismo. E você? O que acha?

Le mur vegetal, por Patrick Blanc

Patrick Blanc, botânico francês, se deu bem nessa onda de sustentabilidade. Desenvolveu suas técnicas de plantio e manutenção de vegetações verticais e logo ganhou as fachadas e salões de várias das mais importantes edificações do mundo. Além de ecologicamente corretos - purificando o ar - os 'vertical gardens' têm um incrível poder de proteção termo-acústica e, é claro, função estética. (Isso ai.. i mean, esse ai em cima é ele!)



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- Caixa Forum de Madrid (espetáculo de projeto herzog e de meuron, incrementado com Le Mur Vegetal)


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- Les Halles, Avignon (super charme)
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- Taipeh Concert Hall, Taiwan (um luxo!)
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E por falar em sustentabilidade..



Que tal projetar sua propria casa pensando em aproveitar a energia solar? O arquiteto alemão Rolf Disch, em seu HELIOTROP, pensou em absolutamente tudo. De forma circular, o edifício tem camada tripla de vidro em sua fachada - norte, leste, oeste, sul (?) - que gira para acompanhar o movimento do sol ao longo do dia. Nas varandas, os corrimãos se fundem em tubos que aquecem a agua usada dentro da edificacão. Enquanto isso, na cobertura, os paineis fotovoltaicos - tambem giratorios - transformam a
energia do sol em energia eletrica, produzinho de QUATRO a SEIS vezes a quantidade de energia necessaria para suprir todo o uso da casa..
Boa parte da estrutura e feita de elementos pre moldados e, por incrivel que pareca, a madeira e o principal material adotado no sistema construtivo. O BIG pilar central - com 14 metros de altura - suporta as instalações elétricas e ao seu redor, uma escada helicoidal leva a cada pavimento.

























Saiu na AU

Edifício Harmonia – Triptyque

Não é exatamente o que chamamos de belo, mas, apesar de não ter um discurso ecológico (segundo um dos integrantes da equipe), apresenta um repertório sustentável que pode e deve ser estudado, reavaliado e reestruturado para se adaptar a outros edifícios.




As paredes das fachadas laterais e posterior são duplas e recobertas por uma densa camada vegetal que, como uma pele, respira e cria matéria viva. Toda a vegetação é alimentada por uma rede vertical de delgados tubos metálicos que carrega água e adubo líquido e, na hora certa, libera o necessário ao crescimento das espécies cuidadosamente escolhidas por um especialista. Uma outra rede hidráulica transporta a água da chuva coletada na cobertura permeável até o sistema de tratamento e reutilização de água, também aparente, que por sua vez devolve água pura para a irrigação do edifício e consumo interno. É uma engrenagem perfeitamente ajustada, interconectada e cíclica, na qual tecnologia e sistemas ecológicos estão a serviço da arquitetura, e não o contrário.
O paisagismo, a insolação e o vento influenciaram na escolha básica das espécies que foram utilizadas nas paredes. A maioria das plantas do edifício é epífita, que costuma crescer em cima de pedras na Mata Atlântica, ou são oriundas da África ou Índia, onde as variações do tempo são similares às do Brasil. A massa utilizada para encravar as plantas é composta de cimento e sais minerais, propicia a retenção de umidade, além de ser isolante térmica e acústica. Já os tetos verdes são formados por uma camada de argila expandida, bidim (um geotêxtil), entulho limpo de metal, madeira, plástico e terra, e uma camada de terra. O gerenciamento é totalmente automatizado por um controlador eletrônico onde se programam o tempo e a freqüência de irrigação, além de dispor de um sensor de chuva regulado para desligar a programação de irrigação a partir de determinada faixa de precipitação."O resultado desse conjunto verde reduz os efeitos do calor excessivo, filtra a água, reduz o barulho dos helicópteros e embeleza o edifício com várias espécies de pássaros".





Os alagamentos periódicos que acontecem na região onde está implantado o edifício Harmonia resultaram no desejo de reduzir ao máximo a área impermeável do empreendimento. O projeto baseou-se no aproveitamento de 1,3 mil mm de chuva que cai por ano: 234 mil litros anuais de água de boa qualidade. O excedente de água dos telhados é coletado e direcionado para armazenamento em três reservatórios no térreo, que têm um volume que evita o escoamento para a rua mesmo nos períodos de chuva intensa. Ao final do terceiro reservatório, a água segue para um reservatório maior, onde é periodicamente recirculada pelo sistema de ozônio, e então bombeada para caixas elevadas, de onde segue para o abastecimento de vasos sanitários, irrigação e limpeza externa. Já a água infiltrada nos canteiros do andar térreo é direcionada para uma lenta infiltração no subsolo local, o que ajuda a manter alto o nível do lençol freático. "É importante não só pensar em reutilizar a água mas em restabelecer o ciclo hidrológico local, ou seja, infiltrar ao menos parte da água ao lençol freático".




O telhado verde, além de gerar ar fresco e umidade para a atmosfera, proporciona boas condições térmicas no interior do edifício, o que reduz a necessidade de aparelhos de ar-condicionado, além de reter boa parte da água de chuva que cai sobre o telhado e reduzir a colaboração para as cheias urbanas.

Exposição Arquitetura + Ecologia







O Instituto Goethe, em Brasília, aprensenta a exposição Arquitetura + Ecologia, que apresenta a arquitetura moderna alemã com direcionamento para as construções ecológicas - projetos cuja a preocupação ambiental envolve desde o planejamento até a construção.








A exposição acontece de segunda a domingo, das 12h até 19h, no Espaço Brasil Telecom e vai até dia 22 de outubro. A entrada é franca.