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Taichung Metropolitan Opera




Esse ousado projeto de Toio Ito para a cidade de Taichung, centro cultural de Taiwan que abriga cerca de 1 milhão de habitantes, está previsto para ser concluído no ano de 2013 (segundo autoridades locais) com um orçamento de aproximadamente 5 milhões de dólares.



Há anos existe a previsão de iniciarem as obras do futuro símbolo da cidade, mas foi difícil encontrar equipes de engenharia dispostas a aceitar o desafio de construir uma estrutura formada por diversas paredes curvas (exatamente 58 unidades) conectadas.



Tal processo construtivo será realizado com uma técnica frequentemente utilizada na execução de túneis, que conta com superfícies freeform de estrutura em aço que será jateada com concreto. Nos vazios serão construídas estruturas temporárias de aço que melhor se adaptam a superfície concluída. Podem ser jateados 150mm de concreto de uma só vez e em seguida uma camada superficial de 25mm é adicionada sem agregados graúdos para dar um aspecto mais liso ao acabamento. A espessura da estrutura varia em torno de 200mm no último andar e 300mm no térreo.

É importante citar que houve preocupação com o aspecto sustentável do edifício, que além de ser construído com materiais sustentáveis, foi elaborado de forma a economizar energia (com melhor aproveitamento de luz natural e ventilação), sem contar que possui um sistema de reaproveitamento de águas pluviais e esgoto que serão tratados e reutilizados em irrigação e descargas de banheiro, respectivamente.


A casa de ópera possui um total de 36.410m2, distribuídos em 3 teatros (o principal com 4.450m2, o playhouse com 1.770m2 e a caixa preta com 520m2), com seus camarins (são 2.630m2 no total), administrativo (1.850m2), praça das artes (6.000m2), locais destinados para workshops (3,100m2) e outros espaços (16.090m2).



Toio Ito já fazia parte da minha lista, mas me ganhou com esse projeto inovador o qual vale a pena acompanhar de perto e, se possível, visitar a obra acabada para usufruir de suas instalações.

DotMagazine - Revista Eletrônica

Segundo os idealizadores e criadores, "A DotMagazine é uma revista desenvolvida pela DotComStudio, onde estamos sempre em parceria com produtores de festas, desde o desenvolvimento de flyers à hot sites e web sites, sempre procurando mostrar o nosso diferencial. Acreditamos que hoje a DM é de extrema importância para Brasília pois, além de informações em geral sobre eventos, buscamos destacar DJs da cidade em nossos podcasts e entrevistas."

Com apenas 3 anos, os acessos diários já chegam a 2mil. A DM é direcionada ao público que gosta de rock, música eletrônica, cinema, entre outros tipos de cultura. O processo de divulgação peculiar, por meio de emails semanais, newsletters, adesivos (brindes) e a implantação de banners nas festas ligadas diretamente público alvo, informam tudo o que acontece de novidade na Magazine.

Agenda, novidades sobre bandas e djs, galeria de fotos e podcasts de djs que passaram pela nossa capital estão na DotMag! E o melhor: informações em meio a design de primeirissima qualidade!
Agora só falta colocar nessa revista um pouquinho de arquitetura, né?

Os sites do produtor e dj Gonzalo Insônia e da produtora CulturaEletrônica também são da DotComStudio, que é formada por Pedro Rafael (programação) e Giovanni Fernandes (editor e designer) e produz os flyers dos projetos locais 5uinto e PLAY! Vale a pena conferir!




Para ver a banda passar

O arquiteturaemmassa é um blog de arquitetura, não tem nada a ver com música (ou talvez tenha, porque quem posta aqui gosta tanto de música quanto de arquitetura), mas esse é o título do texto que me arrepiou dos pés à cabeça enquanto lia. Do arquiteto Isay Weinfeld para a Folha de São Paulo, no dia 24 de março de 2009. A única palavra que trocaria é a "videotape" pelas palavras "videotape, creep, high and dry, fake plastic trees, go to sleep, idioteque, i will, house of cards, there there, 2+2=5 etc etc etc"... Esses caras são geniais.

"Hoje, quando o tintureiro chegar e perguntar "Tem roupa para lavar?", vou disfarçar e dizer "Tem não, senhor..."Da última vez que dei minhas roupas para lavar após assistir a um show do Radiohead, vi no dia seguinte o tintureiro voltar com uma certa melancolia estampada na face... A música deles impregna até na roupa. Não desgruda. Logo após o show, é impossível sequer ligar o rádio do automóvel. Conversar com alguém, nem pensar... Dependendo de quem esteja com você então, é uma ótima desculpa.Na manhã seguinte você ainda acorda enlevado, perguntando: o que é aquilo que passou ontem por mim com tanta força? Mas erra feio quem reduz estes sentimentos somente à melancolia. Este é só um dos inúmeros calafrios que se sente ao ouví-los ao vivo.E, a cada música, a viagem te conduz a lugares distintos. Você fatalmente irá se apaixonar palo trabalho deles, se os lugares em que a música deles te levar forem os lugares que você eventualmente gostaria de estar, de conhecer... Se não, não vai gostar.A música é mágica, enigmática, lancinante, ousada. O grupo se apresenta exatamente como eles são fora do palco. Sem afetação, modismos, superficialidades. Não fazem gênero.Vão lá, dão o seu recado e, infelizmente, vão embora. E são generosos. Mais de duas horas disso tudo, com uma mistura na medida certa entre som, luz e imagem. Uma completando a outra. Luz e imagem a serviço da música. Nada está lá à toa, para chamar a atenção. Tudo na medida certa, elegante. Um show impecável, inesquecível.Difícil destacar alguma música (apesar de minha paixão por "Videotape"). Nem as mais antigas parecem deslocadas no contexto geral do show. Thom Yorke, gênio encantado, cantor excelente e absurdamente carismático, te conduz com segurança e uma pontinha de satisfação a uma outra dimensão. Depois, fica muito difícil voltar... Nosso mundo aqui é bem mais chatinho.Só fico um pouco incomodado quando leio que Radiohead é uma banda de rock. Ser só uma banda de rock certamente não é pouca coisa, mas eles vão muito além. Muito além...Evidentemente que estas são sensações muito particulares. Mexe com um, não mexe com outro. Só estou querendo dizer que este grupo de cinco rapazes, amigos de colégio, se juntou e misturou letra, música, técnica, performance, luz e imagem de uma maneira que me inquieta, me transtorna.É arte. Pura, essencial. Um soco no estômago. Ed, Colin, Jonny, Phil e Thom, quero acreditar, conspiraram com a intenção de me fazer levitar com sua música. E eu, daqui de cima, vejo uma galera saindo do show tarde da noite... tranquila. Feliz."