Niemeyer versus Brasília

Um belo dia, eu cheguei a um churrasco na casa de uma amiga, e, ao sentar a mesa, me vem uma pessoa puxando papo: você viu o novo projeto do Oscar? Saiu no jornal! Eu simplesmente respondi: Não me fale dele agora, por favor, estou comendo! Mas isso passou a me incomodar, aquele comentário não era a favor do projeto. Ele tinha um "tom". Se um leigo não gosta de um projeto do Niemeyer, é porque a coisa tá feia! Então, após terminar o almoço, levantei-me e me dirigi até o tal jornal para ver de que se tratava essa notícia. Quando me deparei com uma foto: a maquete eletrônica do projeto. Não consegui acreditar no que meus olhos viam. Não consegui medir palavras para descrever o que sentia. Decepcionada. Impotente. Como se nunca mais fosse conseguir passar pela Explanada novamente... Felizmente, uma professora minha me presenteou com esse texto maravilhoso:

http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/


Ela fez o que eu não consegui, colocou em palavras tudo o que eu penso.

Apenas algo pra se pensar...



Fazer arquitetura não é projetar dentro das normas...



*Foto: Tower Bridge - Londres - tirada por mim

Isay Weinfeld em trezentos sessenta graus

"Nossos projetos são criados a partir de uma profunda reflexão sobre o que é viver numa cidade como São Paulo no século 21. Você não vai encontrar nada parecido – porque fazemos tudo completamente diferente do que está sendo feito pelo mercado. Buscamos alto impacto estético, perfeita funcionalidade e fácil manutenção. Queremos que você more muitíssimo bem, faça um excelente investimento e venha juntar-se a nós para mudar a cara da cidade, um prédio de cada vez. "
Idea!Zarvos é a responsável pela realização da nova grande obra de Isay. A construtora que lançou este ano sob o selo Movimento Um o edifício Aimberê 1749, do escritório Andrade Morettin Arquitetos, chega quebrando tudo com o edifício Trezentos e Sessenta Graus.
A proposta do arquiteto é bastante curiosa: apartamentos apresentam-se como casas suspensas, cada uma com seu 'quintal' - grandes varandas/salas que ocupam nada menos que 25% da área coberta da planta, assim chamadas pelo pai.
As plantas variam entre 130, 170 e 250m², todas muito bem resolvidas. O grande lance em meio ao cenário urbano é que suas 4 fachadas são principais - imagino que daí venha o nome 360 graus. Os jogos volumétricos típicos, constantes e mesmo assim sempre surpreendentes criados por Isay continuam pouco acessíveis, já que apartamentos/lofts/coberturas que variam de R$ 500 mil a R$1,1 milhão não estão exatamente dentro da realidade da maioria da população. O edifício foi erguido no Bairro Alto dos Pinheiros, com vistas para a Vila Madalena, USP, Parque Villa Lobos e Alto da Lapa.
Fica a dica para quem quiser conferir. :)
Imagens retiradas do site oficial da obra e da construtora.
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Conferência das Cidades



9a Conferência das Cidades

Sustentabilidade nas Cidades Brasileiras



Dias 11 e 13 de novembro
Auditório Nereu Ramos
Câmara dos Deputados - Brasília


Informações: http://www.camara.gov.br/

Le mur vegetal, por Patrick Blanc

Patrick Blanc, botânico francês, se deu bem nessa onda de sustentabilidade. Desenvolveu suas técnicas de plantio e manutenção de vegetações verticais e logo ganhou as fachadas e salões de várias das mais importantes edificações do mundo. Além de ecologicamente corretos - purificando o ar - os 'vertical gardens' têm um incrível poder de proteção termo-acústica e, é claro, função estética. (Isso ai.. i mean, esse ai em cima é ele!)



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- Caixa Forum de Madrid (espetáculo de projeto herzog e de meuron, incrementado com Le Mur Vegetal)


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- Les Halles, Avignon (super charme)
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- Taipeh Concert Hall, Taiwan (um luxo!)
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Oscar Niemeyer

Uma das melhores descrições da obra de Oscar que já vi, saiu na Veja dessa semana:



"Outro exemplo de um aspecto da cultura brasileira elogiado muito mais do que ele merece é a obra do arquiteto Oscar Niemeyer. Sei que isso pode soar chocante, porque há um consenso quase universal aqui no Brasil de que Niemeyer é um gênio. (...) Deixando de lado a política stalinista de Niemeyer, que é execrável, há uma contradição fundamental e irreconciliável entre o que ele professa e a obra que ele produziu. Ele afirma querer uma sociedade baseada em princípios igualitários, mas sua arquitetura, para usar a linguagem do mundo da computação, não é user-friendly. Ao contrário: ela é profundamente elitista e mesmo egoísta, concentrada principalmente em fazer declarações grandiosas e eloqüentes por si mesmas, para satisfação de Niemeyer e seus admiradores, mesmo que cause desconforto ou inconveniência ao usuário."

Citação do livro Deu no New York Times, do jornalista americano Larry Rohter.

E por falar em sustentabilidade..



Que tal projetar sua propria casa pensando em aproveitar a energia solar? O arquiteto alemão Rolf Disch, em seu HELIOTROP, pensou em absolutamente tudo. De forma circular, o edifício tem camada tripla de vidro em sua fachada - norte, leste, oeste, sul (?) - que gira para acompanhar o movimento do sol ao longo do dia. Nas varandas, os corrimãos se fundem em tubos que aquecem a agua usada dentro da edificacão. Enquanto isso, na cobertura, os paineis fotovoltaicos - tambem giratorios - transformam a
energia do sol em energia eletrica, produzinho de QUATRO a SEIS vezes a quantidade de energia necessaria para suprir todo o uso da casa..
Boa parte da estrutura e feita de elementos pre moldados e, por incrivel que pareca, a madeira e o principal material adotado no sistema construtivo. O BIG pilar central - com 14 metros de altura - suporta as instalações elétricas e ao seu redor, uma escada helicoidal leva a cada pavimento.